Antes de se inscrever

O MPJ não cobra dinheiro. Cobra jornalismo.

Você não paga nada pela estrutura. Paga publicando: matéria autoral, assinada, de forma contínua. Essa é a moeda do programa, e ela é cobrada todo mês.

Esta página existe para fazer você desistir, se for o caso. É mais barato para todo mundo desistir aqui do que descobrir daqui a quatro meses que o projeto não cabia na sua rotina.

A conta, em resumo

O que entra, o que sai e o que acontece se parar

O MPJ é um acordo entre duas partes, não um presente. Cada coluna abaixo é uma parte do mesmo contrato.

Você recebe
  • Redesenho do portal de notícias
  • Hospedagem em servidor próprio, com backup
  • Cibersegurança e certificações
  • E-mail corporativo no seu domínio
  • Suporte técnico contínuo
  • Acesso à Rede MPJ e às ferramentas proprietárias
  • R$ 0 de mensalidade, agora e depois
Você paga com
  • Conteúdo autoral, feito pela sua redação
  • 10 pontos por mês no Índice de Produção MPJ, em pelo menos 6 conteúdos
  • Publicação em pelo menos três semanas de cada mês
  • Matérias assinadas por quem as apurou
  • 2 matérias em parceria com outro veículo da rede, por ano
  • 2 cursos de jornalismo por ano, comprovados por certificado
  • Plano editorial de crescimento a cada seis meses
  • Presença ativa na comunidade da rede
  • Responsável identificado e políticas visíveis no site
  • Publicar o site em até 15 dias após o treinamento
Você perde a vaga se
  • Ficar abaixo do índice mínimo e não regularizar no prazo
  • Encher o site só de release e matéria de agência
  • Não publicar o site no prazo depois de pronto
  • Publicar informação falsa ou campanha de desinformação
  • Ignorar advertências da coordenação
  • Sumir dos canais de comunicação da rede

A vaga que você ocupa é uma vaga que outro publisher não ocupa. É por isso que as regras acima existem e é por isso que elas são aplicadas.

Seja honesto aqui

Três motivos para não se inscrever

Nenhum deles é vergonhoso. Todos são comuns. E os três aparecem, sempre, nos projetos que morrem antes do sexto mês.

01

Você quer um site, não um veículo

Ter um endereço na internet com o seu nome é fácil e barato: um construtor de site resolve numa tarde.

O MPJ não é isso. É infraestrutura de veículo de imprensa — feita para quem vai apurar, checar e publicar com regularidade.

Se o que você quer é vitrine, o custo aqui não compensa.
02

Você não tem tempo de apurar

Um portal alimentado só com release e conteúdo de agência não ganha leitor, não ganha reputação e não ganha anunciante de peso.

Também não ganha o Google nem os buscadores de IA, que hoje leem autoria e originalidade antes de tudo.

Sem tempo de redação, o portal vira arquivo morto em três meses.
03

Você espera que o negócio venha pronto

O MPJ tira da sua frente o custo de tecnologia. Não substitui plano editorial, rotina de produção nem esforço comercial.

Quem entra sem saber como vai sustentar a operação abandona a publicação em poucos meses. É o padrão que mais vemos.

Infraestrutura não é modelo de negócio. É só o começo dele.
Prazos

Os prazos não são negociáveis

Eles existem porque cada portal parado ocupa servidor, suporte e uma vaga na fila. Estão previstos em contrato.

15 diasprorrogáveis por mais 15
Depois do treinamento no sistema de postagens e do link de homologação, para colocar o site no ar.
Passou do prazo: exclusão imediata
2 mesesde adaptação
Depois da ativação do portal, o Índice de Produção é apenas acompanhado, sem penalidade, para o publisher achar o ritmo.
Uma vez só, na entrada
30 diaspara regularizar o mês
Índice abaixo do mínimo: o publisher é notificado e tem 30 dias para retomar a produção, sem cobrança. Não regularizou — ou repetiu nos 12 meses seguintes — recebe boleto e nota fiscal do mês. Persistindo mais um mês, a cobrança vira mensal e abre-se o prazo de saída.
Depois: cobrança em reais e 90 dias para migrar
60 diaspara regularizar o ano
Prazo para entregar as matérias em parceria e os cursos que faltaram no ciclo anual. O prazo extra não abate a obrigação do ciclo seguinte.
Advertência; dois ciclos seguidos autorizam a rescisão
6 mesesa cada
Apresentação de um plano editorial de crescimento — para onde o portal vai nos próximos seis meses.
Obrigação permanente
3 mesesde aviso prévio
Prazo que o MPJ respeita para desligar um portal já publicado. Se o site ainda não foi publicado, o desligamento é imediato.
Vale para os dois lados
O acordo

O que é do MPJ e o que continua sendo seu

O MPJ entrega

  • Redesenho do portal de notícias, personalizado a partir da identidade visual do veículo.
  • Hospedagem, cibersegurança, e-mail corporativo e suporte técnico.
  • Backup do conteúdo em servidores próprios.
  • Suporte com prioridade para o que impede o leitor de acessar o portal ou você de publicar.
  • Experimentação permanente de ferramentas para sustentabilidade dos portais.
  • Sem contrapartida financeira: o publisher não paga nada pela estrutura.

Continua sendo seu

  • O domínio do site e o acervo de notícias. Comprar e renovar o domínio é sua conta — está fora do escopo do programa.
  • A pauta, a linha editorial e a assinatura do veículo.
  • A relação com a audiência e com os anunciantes locais.
  • A verba dos anunciantes que você prospectar — o MPJ não retém nada.
  • A decisão sobre o que publicar: o programa não obriga a veicular material de parceiros da empresa mantenedora.
Perfil

Quem pode participar

O programa é para quem já faz jornalismo ou tem um projeto jornalístico estruturado. Não é para quem está buscando uma ideia de negócio.

  1. Jornalistas que já cobrem uma cidade, uma região ou um setor.
  2. Jornalistas com sites locais, regionais ou segmentados já publicados e em atividade.
  3. Jornalistas com projetos ainda não publicados, desde que tenham plano editorial definido.
Regras de participação

O que o contrato exige

Estas são as principais regras. Cada uma tem uma consequência, e a consequência é aplicada.

  1. Conteúdo autoral é obrigatório, e tem medida. O MPJ acredita no jornalismo de proximidade, feito a partir da escuta do cidadão. Release e matéria de agência não são proibidos, mas não contam para a contrapartida. A medida é o Índice de Produção MPJ: média de 10 pontos por mês nos últimos três meses, nunca menos de 6 pontos em mês nenhum, e no mínimo 6 conteúdos originais distintos por mês. Não cumprir: 30 dias para regularizar e, depois disso, cobrança em reais pelo mês.
  2. O site não pode parar. A regularidade é contada por semana: tem de haver pelo menos um conteúdo original válido em três semanas distintas de cada mês. Também é preciso apresentar plano editorial de crescimento a cada seis meses. Índice abaixo do mínimo: notificação, 30 dias de prazo e, depois, cobrança do serviço. Repetindo: cobrança mensal e 90 dias para migrar.
  3. Duas matérias em parceria por ano. A cada ciclo de 12 meses o portal precisa publicar, como anfitrião, pelo menos duas reportagens apuradas em conjunto com jornalistas de outro veículo da rede — com crédito aos dois e indicação expressa da parceria. A matéria conta para quem hospeda; participar como convidado não substitui a obrigação de hospedar as suas. Não cumprir: 60 dias para regularizar, advertência formal e, em dois ciclos seguidos, rescisão.
  4. Dois cursos de jornalismo por ano. Pelo menos um jornalista do expediente precisa comprovar participação em dois cursos, oficinas ou programas de formação por ciclo anual, de no mínimo quatro horas cada. Os cursos gratuitos da Abraji e de outras entidades contam, assim como as capacitações do próprio MPJ — cumprir essa exigência não precisa custar dinheiro. Não cumprir: 60 dias para regularizar, advertência formal e, em dois ciclos seguidos, rescisão.
  5. Informação falsa é linha vermelha. É expressamente proibido publicar informação falsa ou fazer campanha de desinformação. O site responde também pelo que sai em artigos e colunas assinados por terceiros. Ignorar advertência: expulsão da rede e do programa.
  6. Uso de inteligência artificial precisa ser declarado. A IA não é proibida. Mas quando o uso deixa de ser acessório e o conteúdo passa a ser majoritária ou inteiramente produzido por IA, isso tem de estar sinalizado de forma visível ao leitor. Uso não declarado: advertência e, na reincidência, desligamento.
  7. Participação na Rede MPJ é obrigatória. Entrada e permanência na comunidade no WhatsApp e no Quadro de Avisos. A participação no Grupo de Trocas é desejável — e é critério de preferência para vantagens extras, como mudanças de layout e acesso a novas ferramentas proprietárias. Sumir dos canais compromete a permanência.
  8. Transparência na home. O portal precisa identificar um jornalista (ou profissional de comunicação) responsável, exibir as políticas do veículo e oferecer um meio de contato visível. Requisito de publicação: sem isso, o site não entra no ar.
  9. Canal aberto com a coordenação. O publisher acompanha os canais da rede para manter um diálogo fluido, ainda que assíncrono, com o suporte e a direção do MPJ — e mantém os contatos atualizados. Contato desatualizado é risco de desligamento sem aviso útil.
  10. A seleção e a exclusão cabem ao MPJ, a qualquer tempo, respeitando o aviso prévio de três meses quando o site já estiver publicado. Antes da publicação, o desligamento é imediato.

Resumo das Condições e Contrapartidas do programa e do contrato de fornecimento e uso do pacote tecnológico, que está em revisão. O documento assinado é o que vale juridicamente; em caso de divergência, prevalece o contrato.

A medida

Como a contrapartida é contada

O programa não conta matéria no olho. Conta ponto. O Índice de Produção MPJ transforma o que o portal publicou no mês em um número — e é esse número que o contrato cobra.

A meta

  • Média de 10 pontos por mês, apurada sobre os últimos três meses.
  • Nunca menos de 6 pontos em mês nenhum, mesmo com a média em dia.
  • No mínimo 6 conteúdos originais distintos por mês — a meta não se cumpre com duas reportagens grandes.
  • Pelo menos um conteúdo válido em três semanas diferentes do mês.
  • Nos dois primeiros meses após a ativação, o índice é só acompanhado, sem penalidade.

O que é conteúdo original válido

  • Assinado por jornalista ou colaborador identificado no expediente.
  • Mínimo de 1.500 caracteres com espaços, salvo vídeo e podcast.
  • Fruto de apuração própria: uma fonte ouvida, um documento consultado, um dado analisado ou cobertura presencial.
  • Não é reprodução de agência, de outro veículo ou de release — nem reescrita deles, manual ou por IA.
  • Não é conteúdo pago, publicitário ou patrocinado.
  • Fica publicado durante todo o mês de apuração.

Pontuação por formato

FormatoO que éPontos
NotíciaDe 1.500 a 3.500 caracteres, com ao menos uma fonte ou apuração própria1
ReportagemMais de 3.500 caracteres, duas ou mais fontes ouvidas e contextualização2
Reportagem especialInvestigação, série ou jornalismo de dados, com três ou mais fontes3
Vídeo ou podcastProdução própria com apuração, de no mínimo 3 minutos, publicada no portal1
Release com apuraçãoPauta vinda de release, com ao menos uma fonte independente ouvida e texto próprio0,5
Artigo ou colunaTexto autoral assinado, identificado como opinião0,5

Bônus de qualidade, cumulativos

BônusComo se comprovaPontos
Cobertura in locoRepórter no local do fato, com foto ou vídeo próprio publicado na matéria e crédito do autor+1
Furo comprovadoInformação publicada antes de todos, ou repercutida por outros veículos com citação ao portal+1
Apoio multimídia próprioVídeo ou áudio produzido pelo veículo, de no mínimo um minuto, incorporado à matéria+1
  • Teto por matériaCada conteúdo soma no máximo 5 pontos, bônus incluídos.
  • Teto de opiniãoArtigos e releases com apuração somam, juntos, no máximo 3 pontos por mês — e não recebem bônus.
  • Bônus se comprovaNa dúvida, vale só a pontuação base. O publisher tem 5 dias úteis para contestar.
  • Relatório todo mêsAté o 5º dia útil o MPJ manda o que contou, o que não contou e por quê.

Três meses fechados, para calibrar: 8 notícias + 1 reportagem = 10 pontos em 9 conteúdos, meta cumprida · 4 notícias + 1 reportagem exclusiva feita in loco + 1 notícia in loco = 10 pontos em 6 conteúdos, meta cumprida · 1 reportagem especial exclusiva, in loco e com vídeo + 1 reportagem + 3 notícias = 10 pontos, mas em 5 conteúdos: não cumpre, porque falta o sexto conteúdo. A faixa de audiência do portal não muda a meta — ela só define quanto custa o mês em que a meta não foi atingida.

Boas práticas

O que separa o portal que cresce do que definha

Isto não é regra de contrato: é o que a experiência da rede mostrou funcionar. Quem segue cresce mais rápido, é indexado melhor e chega antes ao anunciante.

  • Site preenchido, inteiroExpediente, fale conosco, políticas e descrição de categorias — todos os campos visíveis ao leitor.
  • Nenhuma editoria vaziaCategoria sem conteúdo penaliza o site nos mecanismos de busca e prejudica a indexação.
  • Matéria assinadaA autoria é hoje um dos atributos mais valorizados para ganhar reputação digital, sobretudo nos buscadores de IA.
  • ALT em toda imagemÉ o que dá acessibilidade ao leitor — e, de quebra, ajuda a busca a entender a página.
  • Legenda e crédito de fotoObedecendo a legislação. Atenção: “Divulgação” não é crédito e pode abrir margem a ação judicial.
  • Caixa de mensagens lida toda semanaNo mínimo. É por ali que chega pauta, direito de resposta e anunciante.
  • Release reescrito, nunca copiadoUse material de divulgação para ganhar volume, quando pertinente, sem abrir mão da reportagem autoral. Site não ganha tração nem anunciante de peso sem qualidade jornalística comprovada.
  • Presença real na redeNão só despejar links: participar das discussões e apoiar os outros integrantes. O MPJ é um projeto coletivo, de experimentação e troca.
  • Contraditório e direito de respostaImparcialidade na apuração, espaço para o outro lado e política editorial explícita no site.
  • Divulgue a redeFortalecer o MPJ fortalece o alcance de todos os portais que estão nele, inclusive o seu.
O outro lado do acordo

O que o MPJ se compromete a fazer

As exigências acima só são legítimas porque há compromisso na outra ponta. Estes são os princípios do programa.

Tecnologia e suporte

  • Entregar sites seguros, com certificações e backup de conteúdo em servidores próprios.
  • Suporte contínuo e ágil, com prioridade para o que impede o acesso do leitor ou a publicação.
  • Ser laboratório de experimentação permanente de ferramentas que ajudem na sustentabilidade dos portais.
  • Contribuir para tecnologia proprietária brasileira, reduzindo a dependência do jornalismo em relação às big techs.

Independência e rede

  • Não interferir na linha editorial — mas zelar pela qualidade e pela ética da profissão.
  • Não obrigar nenhum site a publicar material de parceiros da empresa mantenedora.
  • Não reter verba de anunciantes prospectados pelo publisher.
  • Manter a Rede MPJ como espaço de troca e parceria, inclusive comercial, entre os publishers.
  • Oferecer à rede oportunidades de aprendizagem: cursos, palestras, publicações e pesquisas.
  • Zelar por um ambiente livre, sem ofensas e sem debate que fuja do fazer jornalístico.

Qualquer uma das partes pode encerrar a parceria a qualquer tempo, sem necessidade de motivo, respeitados os prazos do contrato. E as duas se comprometem com um jornalismo de qualidade, que obedeça aos preceitos éticos e formais da profissão.

Dúvidas honestas

Perguntas frequentes

São as perguntas que os publishers fazem nas reuniões de apresentação. Estão respondidas aqui porque é melhor você saber agora.

O I'Max ganha dinheiro com o meu portal?

Não. O I'Max não tem receita por hospedar o seu portal de notícias, não vende os seus dados a terceiros por cookies e não tem parceiro comercial dentro do programa.

Os dados do seu veículo ficam no mailing de imprensa do I'Max, para consulta dos assessores — como já era antes de o MPJ existir. O ganho da empresa é indireto: quanto mais veículos sérios existirem, mais canais os clientes dela têm para conquistar mídia espontânea sem ferir o processo editorial.

Qualquer atividade financeira que envolva o MPJ, e hoje não há nenhuma no radar, exige a assinatura de um novo termo contratual com o publisher.

Existe audiência mínima para se candidatar? E teto?

Mínimo não existe. Pode ser uma audiência pequena — o programa existe justamente para ajudar a expandir.

Teto existe, mas só na porta de entrada: média de até 7 milhões de pageviews por mês, medidos pelo Similarweb sobre os 12 meses anteriores. Depois que o contrato é assinado não há limite: o portal pode crescer o quanto conseguir e continua coberto pelo programa.

Quantas matérias eu preciso publicar por mês?

A pergunta certa é quantos pontos. O contrato mede a contrapartida pelo Índice de Produção MPJ: média de 10 pontos por mês nos últimos três meses, nunca menos de 6 pontos em mês nenhum, e no mínimo 6 conteúdos originais distintos em cada mês.

Uma notícia apurada vale 1 ponto, uma reportagem vale 2, uma reportagem especial vale 3, e há bônus de +1 para cobertura no local, furo comprovado e vídeo próprio. Na prática, oito notícias e uma reportagem fecham o mês. A tabela completa está nesta página.

Original quer dizer original. Reprodução de agência de notícias e release não entram na conta — o sistema compara o seu conteúdo com o que circula em outros portais para identificar quem publicou primeiro.

A audiência do portal não muda a meta: ela só define o valor da cobrança no mês em que a meta não for cumprida, e é medida pelo Google Analytics que o programa configura no portal.

O que acontece, na prática, se eu não cumprir a contrapartida?

Há três tipos de descumprimento, e eles têm consequências diferentes.

Produzir abaixo do índice. Na primeira vez o publisher é notificado e tem 30 dias para regularizar, sem cobrança nenhuma. Se não regularizar no prazo — ou se repetir nos 12 meses seguintes — recebe boleto e nota fiscal do valor do serviço naquele mês, conforme a faixa de audiência:

Audiência mensalValor do mês
Até 5.000 pageviewsR$ 350,00
De 5.001 a 10.000R$ 700,00
De 10.001 a 50.000R$ 1.000,00
De 50.001 a 100.000R$ 1.500,00
Acima de 100.000R$ 2.000,00 a cada 100 mil

Persistindo o descumprimento por mais um mês, a cobrança passa a ser mensal e o publisher é notificado para migrar o próprio conteúdo em até 90 dias. Boleto em atraso tem multa de 2% e juros de 1% ao mês, e o acesso pode ser suspenso após 5 dias.

Deixar de cumprir as obrigações anuais. Matérias em parceria e cursos são contados por ciclo de 12 meses. Faltando, há 60 dias para regularizar — e o prazo extra não abate o ciclo seguinte. Depois vem advertência formal; a reincidência em dois ciclos seguidos autoriza a rescisão, com 45 dias para migrar.

Ferir a ética da profissão. Aqui a decisão não é da empresa: um comitê de jornalistas convidados forma um colegiado para julgar o caso. O colegiado pode absolver, advertir ou determinar a saída do portal do projeto, com 90 dias para a migração do conteúdo.

Sou obrigado a publicar release de cliente do I'Max?

Não — e essa é a pergunta que mais aparece.

Existe um banco de material em forma de release à disposição de quem quiser, inclusive com indicação dos temas que tendem a render audiência, sugestões de título e banco de imagens. É oferta, não obrigação: o jornalista aproveita se e quando quiser. E release publicado não conta como conteúdo original para a contrapartida.

Posso personalizar o layout? Posso instalar plugin ou código próprio?

O layout é personalizado para o seu veículo. O time do I'Max desenvolve a partir da sua identidade visual, dentro dos padrões técnicos, de segurança e de desempenho da plataforma — não é escolher um tema de prateleira. Depois da aprovação, ajustes são pedidos pelos canais de suporte.

Há blocos fixos de branded content, classificados — que em mídia regional às vezes rende mais que o programático — e publicidade legal, para municípios que praticam esse tipo de investimento.

Desenvolvimento de funcionalidade fora do pacote tecnológico e serviços adicionais ficam fora do escopo e viram conversa de valores, em outro instrumento. A sugestão do programa é ir por etapas: entre, entenda na prática e depois planeje a evolução.

Não é permitido instalar programa ou código de terceiros nos servidores, nem ter programadores próprios mexendo no portal. O que roda ali é código produzido ou certificado pelo time de tecnologia do I'Max, e a lista de ferramentas homologadas é anexo do contrato.

Qual é o CMS? Posso continuar usando o WordPress?

O CMS é próprio, feito para administrar posts e os banners que não vêm das plataformas programáticas. Ele é demonstrado nas reuniões de pré-seleção e, antes da assinatura, você recebe um site de teste para postar, editar e agendar à vontade — é assim que se descobre se a ferramenta serve para a sua rotina.

WordPress não é aceito nos servidores do programa, por desempenho e por cibersegurança.

Paywall e newsletter estão no pacote?

Paywall, não — não nesta fase. O programa mira portais que hoje deixam o conteúdo aberto na web. Há no roteiro criar um controle de acesso que cada publisher liga e desliga.

Newsletter, em parte. Os layouts têm campos de captura de assinantes e existe API para enviar esses assinantes às plataformas conhecidas, como Mailchimp e Substack — isso está incluído. Produzir a newsletter pelo sistema do I'Max seria serviço contratado à parte.

Quais plataformas de publicidade vão remunerar o portal?

O pacote prevê a configuração do Google Ads e do Criteo, feita de forma que os recursos caiam direto na conta do publisher. O I'Max faz só a validação e o acompanhamento tecnológico.

Além disso, todo portal tem mecanismo para veicular anúncio negociado diretamente por você, e publicar esse anúncio é tão simples quanto publicar uma matéria. O programa não retém nada dessa verba.

E o e-mail profissional, como funciona?

O pacote cria contas no domínio do seu portal. Adotá-las é opcional — o e-mail pode continuar no Google Workspace ou no Microsoft 365 sem atrapalhar o site. Quem adota concorda com o seguinte:

  • O e-mail é entregue em IMAP, para instalar no Outlook, no Thunderbird ou no celular. Não há webmail.
  • As configurações são as mais severas que existem: DKIM de 2048 bits, TLS 1.3, DMARC p=reject e moderação de SPF. Na prática, só alguns serviços de e-mail marketing são compatíveis.
  • Não é permitido disparo em massa pelo próprio e-mail, especialmente com cópia oculta, sob risco de suspensão da conta.
  • Há antivírus e antispam na entrada e na saída, e o sistema separa em pasta o que é press release.
  • Até 2 contas por portal, 20 GB cada. Contas adicionais são contratadas à parte, com preço sob consulta.
O que é uma matéria em parceria e por que ela é obrigatória?

É uma reportagem apurada em conjunto por jornalistas de dois veículos da rede. Ela sai no portal do anfitrião, com crédito aos dois jornalistas e a indicação expressa de que foi produzida em parceria com o outro veículo. São duas por ciclo anual, sempre na condição de anfitrião.

O ponto é tirar o publisher do isolamento. Portal local costuma operar sozinho, e a parceria é a forma mais barata de ampliar cobertura, dividir apuração cara e aparecer para a audiência do outro.

Quem hospeda é quem pontua. A matéria conta para o anfitrião, no índice e na obrigação. Ser convidado não pontua nem substitui a sua obrigação de hospedar as suas — mas você pode republicar a matéria no seu portal, com crédito e link para o original, sem que isso seja plágio. O MPJ pode aproximar veículos interessados, sem se tornar responsável pela parceria.

Preciso fazer cursos para continuar no programa?

Sim, dois por ano. Pelo menos um jornalista do expediente precisa comprovar participação em dois cursos, oficinas ou programas de formação por ciclo anual, com no mínimo quatro horas cada.

Vale checagem, jornalismo de dados, investigação, segurança de jornalistas, ética, gestão e sustentabilidade de veículos e uso responsável de IA. Os cursos gratuitos da Abraji e de outras associações, entidades de classe e universidades contam, assim como as capacitações oferecidas pelo próprio MPJ — ou seja, cumprir essa exigência não precisa custar dinheiro.

A comprovação é o certificado ou a declaração da instituição, enviada até o fim do ciclo. Curso de outra natureza pode ser aceito, com aprovação prévia. Compartilhar o aprendizado com a rede é desejável, não obrigatório.

Se eu quiser sair, o que acontece com o meu conteúdo?

Se a saída for sua: avise a qualquer tempo. O programa tem até 30 dias para liberar uma API de extração com todo o histórico — textos, fotos, links de vídeo, editorias e tags. Não há entrega em mídia física, e o conteúdo é apagado dos servidores 90 dias depois da notificação.

Se a saída for decidida pelo programa: o aviso prévio é de 90 dias para o portal já publicado, e você usa esse prazo para baixar tudo. Quando a saída decorre de descumprimento de contrapartida, o aviso cai para 45 dias, sem prejuízo das cobranças já geradas. Portal ainda não publicado é desligado na hora.

Em qualquer cenário o layout não vai junto: migra o conteúdo, não o design nem o código. Reativar o portal em outro lugar vai exigir hospedagem nova e, provavelmente, um programador.

Respostas extraídas do material oficial do programa e do contrato de fornecimento e uso do pacote tecnológico. Valores e prazos são os do contrato vigente; o documento assinado é o que vale.

Antes de clicar em inscrever

Sete perguntas para responder a você mesmo

Ninguém vai ver estas respostas. Elas só importam para você.

  1. Quantas matérias autorais eu publiquei nos últimos 30 dias?
  2. Se eu ficar doente por duas semanas, o portal continua publicando?
  3. Eu consigo dizer, em uma frase, para quem é o meu veículo?
  4. Eu sei de onde virá o dinheiro para manter a operação daqui a um ano?
  5. Estou disposto a assinar o que publico e a responder pelo que sai?
  6. Tenho tempo de participar da comunidade, e não só de postar meus links nela?
  7. Se o portal fosse fechado amanhã, a minha cidade ou a minha audiência sentiria falta?

Hesitou em alguma? Isso não desqualifica você — mas talvez o momento não seja este. O programa continua aberto, e é melhor entrar daqui a seis meses com a operação de pé do que entrar agora e sair em quatro.

Como entrar

São três etapas, nesta ordem

  1. Pré-seleção pelo formulário. É a fase eliminatória. Avaliamos o projeto pelas respostas — resposta curta ou genérica costuma ser o que elimina uma boa candidatura.
  2. Apresentação ao vivo do programa. Uma apresentação detalhada, com espaço para tirar dúvidas antes de qualquer compromisso.
  3. Entrevista individual. Uma conversa a sós sobre o seu projeto e sobre como ele entra na rede.

Leu tudo e continua querendo entrar?

Então é com você que a gente quer falar. A inscrição leva cerca de 10 minutos e o bloco sobre o seu projeto é o que decide.

Tudo nesta página consta do contrato do programa e dos documentos de Condições e Contrapartidas, Boas Práticas e Princípios Fundamentais do Mais Pelo Jornalismo.

Em revisão

O contrato está em revisão

O contrato de fornecimento e uso do pacote tecnológico será republicado ainda em outubro de 2026.